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O que é sinistro de veículo? Entenda como funciona e exemplos

6 Min leitura

Apesar de não ter nenhuma relação com filmes de terror, o chamado “sinistro de veículo” está relacionado a situações que envolvem verdadeiros sustos, só que no trânsito. Ficou curioso e quer entender melhor sobre o assunto? 

Continue a leitura deste conteúdo e descubra o que é sinistro de veículo, quais são os tipos existentes, além de conferir exemplos de tipos de sinistro de carro, moto e caminhão!

O que é sinistro de veículo?

No glossário do Seguro Auto, o significado de sinistro costuma ser uma das dúvidas mais comuns. O termo é utilizado para se referir a eventos adversos que envolvem um veículo automotivo, como carro, moto ou caminhão. Essas ocorrências resultam em danos ou prejuízos ao proprietário, e demandam a necessidade de acionar a cobertura do seguro para auxiliar na resolução do problema.

No entanto, vale ressaltar que a assistência só será realizada caso a situação do sinistro esteja especificada e prevista na chamada apólice — nome que se dá ao contrato que formaliza os direitos e obrigações do segurado e da seguradora.

Isso quer dizer que, se uma pessoa tiver a moto roubada, por exemplo, mas a apólice não prever cobertura nesses casos, a seguradora não poderá prestar nenhum tipo de assistência. Sendo assim, o caso não será considerado um sinistro.

Como funciona o sinistro de seguro?

Ao contratar um seguro de veículo, o segurado, caso seja necessário, pode utilizar o sinistro para ser indenizado integralmente ou parcialmente, conforme o contrato fechado e a situação ocorrida.

O primeiro passo é comunicar o sinistro à seguradora o mais rápido possível, seja por telefone, site ou aplicativo. Em seguida, é necessário enviar a documentação solicitada, que pode incluir boletim de ocorrência, fotos do veículo, CNH, CRLV e um relato detalhado do ocorrido.

Após receber a documentação, a seguradora deverá analisar o sinistro e pode, inclusive, enviar um perito para avaliar os danos pessoalmente

Imagem de uma mulher fotografando um carro após terem batido nele. A ideia é enviar a foto para o seguro.
Em caso de sinistro, um dos processos envolve documentar o acidente ocorrido, o que pode ser feito por meio de fotos.

Com base nessa análise, define-se, então, a categoria de monta que o sinistro se encaixa

  • Pequena monta, quando os danos são leves e facilmente reparáveis;
  • Média monta, quando há comprometimento estrutural, mas o veículo ainda pode ser recuperado;
  • Grande monta, que ocorre quando há perda total e o custo do reparo ultrapassa o valor do carro.

Nos casos em que o veículo puder ser reparado, a seguradora pode indicar oficinas credenciadas ou autorizar o reembolso. Ao passo que o segurado paga a franquia, caso haja. Já se a perda for total, a seguradora paga a indenização integral conforme o valor contratado na apólice. 

Para evitar problemas, uma boa alternativa é que o segurado informe o sinistro rapidamente, tenha a documentação em ordem e acompanhe os prazos estabelecidos pela seguradora.

Franquia de seguro: o que é?

A franquia é um valor que o segurado paga quando o carro sofre danos parciais, sendo uma forma de dividir o custo do conserto entre ele e a seguradora. Esse valor é definido na apólice do seguro.

Classificação das montas

Como comentamos, os exemplos de sinistros são classificados a partir das chamadas “montas” e, ao total, são três tipos de montas existentes: pequena monta, média monta e grande monta. Mas afinal, o que elas representam na prática? 

Essa classificação auxilia na compreensão do nível de danos causados a um veículo depois de um acidente, a fim de ajudar no entendimento do nível de gravidade e no tamanho do prejuízo. Com isso, é possível prever qual ação será tomada.

Entenda sobre as características de cada uma das montas a seguir.

Sinistro pequena monta

Os sinistros de pequena monta são aqueles em que a situação resulta em poucas avarias. Portanto, os reparos são simples e, caso seja necessário, a troca de peças será básica e pontual.

Exemplos de sinistros de pequena monta:

  • Amassados na lataria sem afetar a mecânica;
  • Para-choque quebrado ou trincado;
  • Retrovisor arrancado ou quebrado;
  • Vidros trincados ou estilhaçados;
  • Faróis e lanternas danificados;
  • Pequenos arranhões na pintura;
  • Batida leve sem afetar o funcionamento do carro.

E se você está se perguntando se “sinistro pequena monta consta no documento?”, saiba que não! Esta monta dispensa a necessidade do veículo passar por uma avaliação para poder voltar a circular.

Imagem do vidro da janela de um carro estilhaçado.
Vidros estilhaçados ou trocando são classificados como sinistro de pequena monta.

Sinistro média monta

Mas e o que significa sinistro média monta? Na média monta, os sinistrados dessa classificação são veículos que estiveram envolvidos em batidas mais expressivas. Porém, os danos ainda são reparáveis.

Exemplos de sinistro média monta:

  • Airbags acionados devido ao impacto;
  • Amassados profundos na lataria com comprometimento da estrutura;
  • Suspensão danificada devido a colisão;
  • Problemas no alinhamento e balanceamento causados por batida forte;
  • Portas ou capô desalinhados devido ao impacto;
  • Danos ao motor que exijam substituição de peças;
  • Estruturas internas afetadas (painel, bancos, sistema elétrico).

Nesses casos, diferentemente da pequena monta, os veículos precisam passar por uma avaliação de segurança para obter o Certificado de Segurança Veicular (CSV).

CSV

O Certificado de Segurança Veicular (CSV) também pode ser conhecido como laudo do Inmetro, sendo uma das exigências do Detran para protocolar no documento do veículo as modificações realizadas pelo proprietário, como blindagem, mas também no caso de sinistro.

Sinistro grande monta

Por fim, é importante entender o que é sinistro de grande monta. Os sinistros de grande monta são aqueles mais graves, nos quais o veículo não pode ser recuperado, nem mesmo reparado, e não são aprovados na inspeção de segurança para voltar a circular. 

A grande monta ocorre devido ao número de danos estruturais identificados, que resultam na chamada perda total (com certeza você já ouviu a famosa frase “o carro deu PT!”).

Exemplos de sinistro de grande monta:

  • Chassi torcido ou partido;
  • Incêndio que compromete a estrutura do carro;
  • Alagamento completo do veículo (perda total por enchente);
  • Explosão do motor ou de outras partes do carro;
  • Capotamento com comprometimento estrutural irreversível;
  • Colisão grave que afeta a integridade da carroceria e da estrutura interna;
  • Veículo cortado ao meio ou completamente esmagado.

Imagem de um carro pegando fogo em uma rodovia, representando um sinistro de grande monta.
Os sinistros de grande monta ocorrem por conta do número de danos estruturais identificados no veículo.

Impactos das montas para o proprietário

Os casos de sinistro, especialmente os de média a grande monta, podem impactar o valor de revenda, caso o proprietário tenha interesse em trocar de automóvel futuramente.

Caso o veículo seja recuperado e volte a circular, terá a informação de “sinistro” no documento, o que pode desvalorizar o carro no mercado. Alguns compradores evitam veículos com esse histórico, reduzindo a liquidez do automóvel. 

O mesmo vale para a aceitação em novos seguros. Como o sinistro fica registrado no histórico do segurado, essa informação pode impactar valores de futuras apólices.

A depender da política da seguradora, o proprietário do veículo, ao precisar acionar o sinistro, recebe uma indenização baseada no valor de mercado do carro (Tabela Fipe ou valor acordado na apólice). Contudo, vale lembrar que pode haver desconto conforme a franquia e cláusulas contratuais.

Além disso, outro ponto para se atentar é a respeito do prazo de recebimento da indenização. O processo pode levar semanas ou meses, dependendo da seguradora e da documentação necessária. Isso pode gerar transtornos financeiros e de mobilidade para o proprietário. No entanto, com o dinheiro em mãos, é possível que o proprietário adquira outro veículo com a indenização recebida.

Em caso de perda do veículo, pode ser que ele seja repassado para a seguradora, que pode revendê-lo como sucata ou veículo recuperável.

Sempre confira os termos do Seguro!

A monta de seguro veicular tem impactos tanto financeiros quanto práticos para o proprietário, exigindo atenção na contratação do seguro e na compreensão das cláusulas de indenização. 

Por isso, na hora de contratar, é indispensável que todos os termos estejam claros entre ambas as partes para que não haja surpresas posteriormente.

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