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O que é crédito imobiliário: guia completo para o correspondente bancário vender mais

8 Min leitura

Se você atua como correspondente bancário e ainda não sabe exatamente o que é crédito imobiliário, está perdendo negócio. Trata-se da linha de crédito usada para comprar, construir, reformar ou levantar capital utilizando um imóvel como garantia, com prazos que chegam a 35 anos e taxas bem abaixo das praticadas no crédito pessoal. É o produto de maior tíquete médio do mercado de crédito brasileiro e, em 2026, ele está crescendo acelerado.

Só no primeiro semestre deste ano, o crédito imobiliário movimentou R$ 180,9 bilhões no Brasil, alta de 23% sobre o mesmo período de 2025, segundo a Abecip. 

Neste conteúdo, você vai entender como o produto funciona, quais são as regras vigentes, por que ele se diferencia de outras linhas e como transformar esse conhecimento em venda.

O que é crédito imobiliário?

Crédito imobiliário é a modalidade em que o cliente toma um valor emprestado tendo o próprio imóvel como garantia da operação. Na prática, o banco registra a alienação fiduciária do bem: o imóvel fica vinculado ao contrato até a quitação.

Essa garantia real muda tudo na estrutura do produto. Como o risco da instituição financeira cai, ela consegue oferecer três coisas que nenhuma linha sem garantia entrega: valores altos, prazos longos e juros menores.

O produto se divide em dois sistemas.

SFH (Sistema Financeiro da Habitação)

Usa recursos da poupança (SBPE) e do FGTS. Tem regras sociais mais rígidas e, em contrapartida, condições mais favoráveis ao cliente. O Custo Efetivo Total é limitado a 12% ao ano, incluindo juros, tarifas e comissões, e o teto de valor do imóvel enquadrado subiu de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões. 

SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário)

Atende operações fora dos limites do SFH: imóveis de valor mais alto, comerciais ou perfis que não se encaixam nas regras sociais. Em linhas gerais, não há teto de taxa nem de valor, e as condições seguem as regras de cada banco. 

Como funciona o crédito imobiliário na prática?

A esteira de uma operação imobiliária é mais longa que a de um consignado, e conhecer cada etapa evita que você perca o cliente no meio do caminho.

  1. Simulação: você levanta renda, valor do imóvel, prazo desejado e saldo de FGTS do cliente.
  2. Análise de crédito: a instituição financeira parceira avalia o perfil e define o valor aprovado, o prazo e a taxa.
  3. Escolha do imóvel: com o crédito pré-aprovado em mãos, o cliente negocia com muito mais poder.
  4. Avaliação de engenharia: o banco envia um engenheiro para laudar o imóvel e confirmar o valor de mercado.
  5. Análise jurídica: conferência da documentação do vendedor, do comprador e da matrícula.
  6. Assinatura e registro: o contrato é assinado e registrado no cartório de imóveis.
  7. Liberação: o recurso vai para o vendedor e a operação entra na sua comissão.

O prazo total varia conforme banco, região e pendências de documentação. Explique isso ao cliente logo na primeira conversa: expectativa alinhada reduz desistência.

Entenda como o crédito imobiliário pode gerar novas oportunidades de venda para o seu negócio.

Quais modalidades você pode vender?

O guarda-chuva do crédito imobiliário é bem maior do que apenas financiar apartamento. 

  • Financiamento de imóvel pronto: novo ou usado, residencial ou comercial. Os usados respondem pela maior fatia das operações de aquisição com recursos do SBPE. 
  • Crédito para construção: para quem já tem o terreno e quer construir por etapas, com liberação por cronograma de obra. 
  • Terreno + construção: o cliente compra o lote e ergue a casa dentro do mesmo contrato. 
  • Crédito com Garantia de Imóvel (CGI/home equity): o que é o crédito com garantia de imóvel? O cliente utiliza um imóvel como garantia para levantar capital, conforme as condições e critérios da instituição financeira. A operação pode apresentar taxas menores que as praticadas em linhas de crédito sem garantia, dependendo da instituição e do perfil da operação. 
  • Portabilidade: transferência de um financiamento existente para outra instituição com condição melhor. 

O CGI pode ser o seu foco. Ele atende um público que a maioria dos parceiros ignora: o cliente que não quer comprar imóvel, quer capital de giro, quitação de dívidas caras ou investimento no próprio negócio. 

Um imóvel pode abrir portas para grandes oportunidades de negócio.

O mercado de crédito imobiliário em 2026: os números que sustentam sua abordagem

Dado na mão é argumento de venda. Aqui estão os que importam. 

Volume em alta. Os R$ 180,9 bilhões do primeiro semestre representam alta de 23% sobre os R$ 147,1 bilhões de 2025, segundo a Abecip. Os financiamentos com recursos do SBPE somaram R$ 93,7 bilhões (+29%) e as operações com FGTS chegaram a R$ 77,6 bilhões (+22%), puxadas pelo Minha Casa, Minha Vida. O crédito para construção saltou 107%, para R$ 26,5 bilhões.

Juros em queda gradual. Em agosto de 2026, o Copom cortou a Selic para 14% ao ano, no quarto corte consecutivo do ciclo. Ainda é um patamar alto, mas a direção mudou. Um ambiente de juros menores pode contribuir para melhorar as condições de financiamento e ampliar a capacidade de crédito, dependendo do perfil do cliente e da política de cada instituição. 

Preços subindo acima da inflação. O Índice FipeZAP de Venda Residencial subiu 0,46% em julho, acumulando 2,89% em 2026 e 5,46% em 12 meses. Para o cliente que está adiando a compra, isso significa um custo real de espera.

Demanda estrutural. O déficit habitacional brasileiro fechou 2024 em 5,77 milhões de moradias, segundo a Fundação João Pinheiro. O principal componente é o ônus excessivo com aluguel, que responde por 62,14% do total, ou 3,59 milhões de domicílios.

Esse dado dimensiona a relevância social do produto: milhões de famílias comprometem parte expressiva da renda com aluguel, e o crédito imobiliário é justamente o instrumento que permite trocar esse custo pela aquisição de um bem. 

Por que o crédito imobiliário é mais vantajoso que outras linhas

Coloque lado a lado com o que o cliente costuma contratar e a diferença aparece sozinha.

Taxa

 Como existe garantia real, os juros do crédito imobiliário ficam em outro patamar frente ao crédito pessoal sem garantia, ao cheque especial e ao rotativo do cartão. As taxas variam por banco, perfil e modalidade. 

Prazo

O financiamento habitacional pode chegar a 420 meses, prazo superior ao normalmente encontrado em outras modalidades de crédito ao consumidor.

Valor

O ticket é o maior do mercado de crédito à pessoa física, o que muda completamente a matemática da sua comissão por operação.

Finalidade

O cliente troca um custo que não volta (aluguel) por um bem que ele acumula.

Recorrência

Quem financia imóvel volta para portabilidade, para CGV, para seguros e para consórcio. Uma operação imobiliária abre uma carteira.

As regras que você precisa dominar antes de abordar o cliente

Este é o ponto em que a maioria dos parceiros trava. Domine estes cinco itens e sua conversão sobe.

1. Comprometimento de renda

Os bancos limitam a parcela a um percentual da renda familiar comprovada. Algumas instituições permitem composição de renda entre diferentes participantes, conforme suas políticas e critérios de análise, um caminho que pode viabilizar casos que não avançariam apenas com a renda de um proponente. 

2. Entrada e percentual financiado

Na maioria das operações, é necessário algum nível de entrada, e o percentual financiado varia conforme a instituição, o perfil do cliente, o imóvel e a modalidade. 

3. Uso do FGTS

O saldo pode compor a entrada, amortizar o saldo devedor ou reduzir o valor das parcelas. As condições de uso seguem regras do Conselho Curador do FGTS e envolvem tempo de contribuição, localização do imóvel e situação patrimonial do cliente.  

4. Minha Casa, Minha Vida

O programa passou por uma ampliação recente. A Portaria MCID nº 333, de 30 de março de 2026, atualizou os limites de renda familiar, que chegam a R$ 13 mil na modalidade voltada à classe média. Já os novos tetos de valor do imóvel — até R$ 600 mil nessa modalidade e até R$ 400 mil na Faixa 3 — fazem parte do conjunto de alterações aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS e das regulamentações posteriores. Nas Faixas 1 e 2, o teto do imóvel fica entre R$ 210 mil e R$ 275 mil conforme a região. O prazo pode alcançar 420 meses, com taxa nominal de 10% ao ano na faixa voltada à classe média. 

5. Custos além da parcela

ITBI, registro em cartório, avaliação do imóvel e os seguros obrigatórios do contrato entram na conta. Antecipe esses valores na simulação. Cliente surpreendido na assinatura é operação perdida. 

O que muda em 2027 e por que isso importa agora?

O Conselho Monetário Nacional aprovou um novo modelo de direcionamento dos recursos da poupança para o crédito imobiliário, com plena vigência prevista para janeiro de 2027. O direcionamento obrigatório de 65% dos depósitos da poupança será substituído por um modelo que amplia gradualmente o percentual aplicado em habitação, podendo chegar a 100%. Do saldo considerado nesse direcionamento, 80% deverá ser destinado a operações enquadradas nas regras do SFH, com juros limitados a 12% ao ano.

O modelo também incorpora os depósitos interfinanceiros imobiliários, permitindo que instituições que não captam poupança concedam crédito habitacional em condições equivalentes. Mais bancos operando a mesma carteira significa mais concorrência, mais tabelas para comparar e mais espaço para o parceiro que sabe simular.

Regras regulatórias mudam com frequência. Confirme sempre as condições vigentes com o seu Gerente Comercial antes de fechar uma proposta.

Como transformar tudo isso em venda?

Conhecimento sem abordagem não vira comissão. Três frentes práticas:

Trabalhe a sua base atual

Seus clientes de consignado, CLT e crédito pessoal também pagam aluguel, também têm FGTS parado e alguns já têm imóvel quitado para usar como garantia. A prospecção mais barata é a que você já fez. 

Construa parceria com quem já está com o cliente

Imobiliárias, corretores autônomos e construtoras conversam todos os dias com gente que precisa de crédito e não sabe por onde começar. Ofereça a simulação como serviço. 

Compare tabelas antes de indicar

O mesmo cliente recebe condições diferentes em cada instituição. Quem simula em vários bancos vende mais e devolve menos proposta. 

Venda Crédito Imobiliário com quem tem o maior portfólio do país

Na Bevi, você encontra as principais soluções de Crédito Imobiliário em um só lugar: financiamento de imóveis prontos, crédito para construção e Crédito com Garantia de Imóvel, com um amplo portfólio de instituições financeiras parceiras para encontrar a melhor condição para cada perfil de cliente.

E você não precisa fazer tudo sozinho. Nosso time especializado está ao seu lado do início ao fim do processo, oferecendo todo o suporte necessário para você vender mais.

Já tem experiência com Crédito Imobiliário? Comece a operar com a Bevi e conte com nosso time para dar todo o suporte.

Ainda não sabe por onde começar? Você pode indicar o cliente e deixar que a Bevi cuide de todo o processo. Assim, você amplia seu portfólio de soluções e transforma novas oportunidades em negócios.

Somos a maior promotora de crédito do Brasil, presentes em 98% das cidades brasileiras, com mais de 10 mil parceiros ativos e parceria com mais de 50 instituições financeiras.

Há 20 anos, a Bevi existe para uma coisa: fazer o parceiro crescer.

Fale com o seu Gerente Comercial e comece a vender Crédito Imobiliário com a Bevi.

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