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Quem tem nome sujo pode fazer Empréstimo Consignado CLT?

6 Min leitura

O famoso “nome sujo” pode ser motivo de dor de cabeça para quem está precisando de dinheiro, já que algumas instituições e linhas de crédito podem negar a solicitação. Isso acontece porque a restrição no CPF tende a ser vista como um indicativo de risco para o credor.

Mas e em relação ao Crédito do Trabalhador, será que o cliente, mesmo com nome sujo, pode fazer empréstimo consignado CLT? 

Afinal, existem algumas modalidades pensadas justamente para quem enfrenta esse cenário, oferecendo análises diferenciadas e a possibilidade de aprovação mesmo com apontamentos nos órgãos de proteção ao crédito.

Quer entender melhor esse assunto e descobrir se quem tem o nome sujo pode fazer empréstimo CLT ou não? Continue a leitura deste texto até o final!

O que significa estar com o nome sujo?

Estar com o “nome sujo” significa que o CPF do consumidor está com alguma dívida em atraso registrada em órgãos de proteção ao crédito.

Na prática, isso acontece quando uma conta, como de cartão de crédito, empréstimo, financiamento, boleto ou carnê, deixa de ser paga e o credor comunica o débito aos chamados bureaus de crédito.

Os bureaus de crédito são entidades privadas (como Serasa Experian, Boa Vista, SPC Brasil e Quod) especializadas em coletar, organizar e fornecer dados sobre o histórico financeiro de indivíduos e empresas, auxiliando as instituições financeiras na avaliação de riscos, na consulta de débitos e protestos, e no cálculo dos scores de crédito.

A partir desse registro, a pessoa passa a constar como inadimplente, o que pode gerar algumas consequências, como:

  • Dificuldade para conseguir empréstimos e financiamentos
  • Limite reduzido ou bloqueio de cartão de crédito
  • Juros mais altos na contratação de crédito
  • Restrição para crediários e compras parceladas

Além disso, o score de crédito tende a cair, já que ele reflete o histórico de pagamentos e o comportamento financeiro do consumidor.

De acordo com dados do Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas no Brasil da Serasa, houve um crescimento recorde no volume de inadimplentes em janeiro de 2026. Com 81,3 milhões de endividados, o mês se tornou o com maior número de inadimplentes em toda a série histórica, após 13 meses consecutivos de alta.

Imagem de uma pessoa fazendo contas em uma calculadora. Ela está com o CPF perto.
Quando há restrição no nome, significa que o consumidor está com alguma dívida atrasada e registrada em órgãos de proteção ao crédito.

Na prática, isso acontece quando uma conta, como de cartão de crédito, empréstimo, financiamento, boleto ou carnê, deixa de ser paga e o credor comunica o débito aos chamados bureaus de crédito.

Contudo, estar com o nome negativado não significa que a situação é irreversível. Com negociação, organização financeira e pagamento da dívida, é possível regularizar o CPF e fortalecer o acesso ao crédito.

Quem tem nome sujo pode fazer empréstimo consignado CLT?

O Crédito do Trabalhador é um produto relativamente novo no mercado financeiro e também no portfólio do corban. Por isso, as dúvidas ainda costumam ser comuns tanto para quem contrata quanto para quem vende. 

Uma das principais é “quem tem o nome sujo poder fazer Empréstimo Consignado CLT ou não?”.

A resposta é simples: sim, mesmo com nome sujo pode fazer empréstimo CLT quem é celetista, a aprovação vai depender exclusivamente da análise, que considera dados do profissional e do empregador, e das políticas internas da instituição financeira responsável pelo contrato. Em muitas delas, ter o nome sujo não é um impedimento.

A opção, inclusive, apresenta vantagens para quem está negativado, como taxas mais baixas em relação a outros produtos, parcelas fixas que garantem previsibilidade no orçamento e a possibilidade de reorganizar as finanças, já que o uso do dinheiro é livre e pode ser aproveitado até mesmo na limpeza do nome.

Por que dá para contratar empréstimo consignado CLT com nome sujo?

Depois de descobrir a resposta para a sua dúvida principal, pode ser que uma nova tenha surgido: por que, no Empréstimo Consignado CLT, quem tem nome sujo pode fazer a contratação da modalidade, mas em outros produtos não? A explicação está na estrutura da modalidade. Entenda com mais detalhes abaixo!

Desconto em folha de pagamento

O grande diferencial do Crédito do Trabalhador é o desconto direto na folha de pagamento. As parcelas são debitadas automaticamente do salário do profissional, antes mesmo que o valor seja depositado na conta. Isso reduz significativamente o risco de inadimplência.

Como o pagamento não depende da ação do cliente (como gerar boleto ou lembrar da data de vencimento), a previsibilidade é maior, o que torna a operação mais segura para a instituição.

Menor risco para o banco

Como acabamos de explicar, justamente por contar com desconto em folha, o risco da operação é consideravelmente menor quando comparado a outras modalidades, como crédito pessoal, crédito no cartão e cheque especial.

Diante de um risco menor, as instituições financeiras conseguem flexibilizar alguns critérios de aprovação. Por isso, mesmo clientes com restrição podem ter acesso ao crédito, desde que atendam às regras da análise e tenham margem consignável disponível.

Diferença em relação a outras modalidades

No empréstimo pessoal tradicional, por exemplo, o banco depende exclusivamente do comprometimento do cliente para receber as parcelas. Se houver inadimplência, o risco de prejuízo é maior. Já no Consignado CLT:

  • O pagamento é automático
  • Existe margem consignável limitada por lei (35%)
  • A taxa de inadimplência tende a ser menor

Essa estrutura faz com que a modalidade seja vista como mais segura, o que amplia o acesso ao crédito, inclusive para quem está com o nome negativado.

Por esses e por outros motivos que, sim, quem tem o nome sujo pode fazer empréstimo consignado CLT e usufruir dos benefícios dessa modalidade que está revolucionando o mercado de consignado.

Além do nome sujo: o que também é analisado no Crédito do Trabalhador?

Além da análise de crédito em si, é importante lembrar que a instituição financeira também realiza o cruzamento dessa informação com outros dados que envolvem o profissional, como vínculo CLT ativo, empresa conveniada e margem consignável disponível.

Vínculo CLT ativo

O primeiro requisito é ter registro ativo em carteira, conforme as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Isso significa que o trabalhador precisa estar formalmente contratado e o contrato deve estar ativo no momento da análise. Algumas instituições também podem exigir um tempo mínimo de empresa.

Sem vínculo empregatício ativo, não há como realizar o desconto em folha e, consequentemente, não há como contratar a modalidade.

Imagem de um Carteira de Trabalho em cima de uma série de notas de dinheiro.
Ter um vínculo celetista ativo é um dos requisitos essenciais para a contratação do Crédito do Trabalhador.

Empresa conveniada

Outro ponto importante é que a empresa empregadora precisa estar habilitada ou conveniada junto à instituição financeira ou ao sistema que operacionaliza o consignado.

Isso ocorre porque:

  • O desconto é feito diretamente na folha
  • É necessário que a empresa permita essa integração
  • O processo depende de comunicação entre banco e empregador

Se a empresa não estiver apta a operar o consignado, o crédito não poderá ser liberado.

Margem consignável disponível

Por fim, é essencial que o trabalhador tenha margem consignável disponível, ou seja, que haja percentual do salário apto a ser comprometido com parcelas do Crédito do Trabalhador, respeitando o limite legal. 

Se o colaborador já estiver com a margem totalmente utilizada, não será possível contratar um novo crédito, a menos que haja portabilidade, refinanciamento ou quitação de contratos anteriores.

Se houver margem disponível, a modalidade permite até nove contratos de instituições idênticas ou distintas.

Aprenda mais sobre o Crédito do Trabalhador

No empréstimo CLT pode ter nome sujo? Sim! Porém, como você viu neste texto, mesmo que o nome do cliente esteja limpo, ter margem comprometida, um vínculo empregatício instável e em desacordo com as regras da instituição financeira na qual a simulação está sendo realizada, são critérios que podem impedir a adesão.

Por outro lado, para o cliente que acha que não pode ter acesso ao Crédito do Trabalhador por conta do nome sujo, se houver ofertas e margem disponível, essa é uma grande oportunidade para colocar as contas em dia, substituir dívidas grandes ou até mesmo realizar sonhos. 

Já para o corban que deseja se tornar multiprodutos e ampliar o nível de atuação, o Crédito do Trabalhador chegou para impulsionar o nível da performance, garantindo mais possibilidades de negócio focadas um público de alto potencial: os celetistas.

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