Produtos Bevi

Proteção veicular: o que é, como funciona e a oportunidade para o Corban 

8 Min leitura

Entenda o que é proteção veicular, a diferença para o seguro e por que o produto é uma nova fonte de receita para o correspondente bancário.

A proteção veicular deixou de ser uma alternativa pouco conhecida e virou uma das soluções mais procuradas por quem tem carro, moto ou veículo de trabalho no Brasil. Para o correspondente bancário, ela representa uma oportunidade concreta: atender a mesma carteira que já confia no seu trabalho, com um produto de contratação simples e alta demanda.

Continue a leitura deste conteúdo até o final e entenda o que é a proteção veicular, qual a diferença para o seguro, o que mudou na regulação e como transformar esse produto em receita para a sua operação!

O que é proteção veicular?

A proteção veicular é um modelo em que um grupo de pessoas se une, por meio de uma associação, para dividir os custos de eventos que acontecem com os veículos dos participantes, como colisão, roubo, furto ou danos causados pela natureza.

Quem contrata não é chamado de segurado. Ele é um associado. Em vez de pagar um valor anual para transferir o risco a uma seguradora, o associado paga uma mensalidade e passa a fazer parte de um grupo que compartilha as despesas.

Como funciona o rateio?

Rateio é a divisão das despesas entre os membros de um grupo. A lógica é coletiva. Nesse modelo, os custos dos eventos são divididos entre os participantes conforme regras definidas previamente, o que diferencia a proteção veicular do seguro tradicional, no qual o risco é transferido por completo para a seguradora mediante o pagamento de prêmio. 

Na prática, o associado conta com coberturas como roubo, furto, colisão, perda total e danos a terceiros, além de serviços de assistência 24 horas, de acordo com o plano contratado.

O mercado de proteção veicular em números

O tamanho da oportunidade fica claro quando você olha para a frota brasileira. Um levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostrou que só 29% da frota nacional tem seguro, o que significa cerca de 44 milhões de veículos, de um total de 63,3 milhões em circulação, rodando sem cobertura contra roubo, furto, colisão ou outros imprevistos. 

E o motivo não é falta de interesse. O custo elevado das apólices segue como principal barreira, pressionado pela alta no preço das peças, da mão de obra, da tecnologia embarcada e pela frequência de roubos e furtos, o que afasta sobretudo donos de carros populares e modelos mais antigos. 

Outro fator pesa bastante: a idade da frota. O mercado de seguros costuma recusar veículos com mais de dez anos, e, segundo dados do Sindipeças, esses veículos já somam 53,1% da frota nacional.

Ou seja: existe um público enorme que quer proteger o veículo, mas não encontra espaço no seguro tradicional. É exatamente aí que a proteção veicular entra.

Proteção veicular vs seguro: qual é a diferença?

Essa é a dúvida mais comum do cliente, e o correspondente que sabe responder com clareza sai na frente. Os dois produtos protegem o veículo, mas funcionam de formas diferentes.

Proteção veicularSeguro auto
Quem ofereceAssociaçãoSeguradora
Quem contrataAssociadoSegurado
Como funcionaRateio das despesas entre os associadosTransferência do risco para a seguradora
PagamentoMensalidadePrêmio, em geral anual
Valor pago em eventoParticipaçãoFranquia
AceitaçãoMais flexível para veículos antigos e diferentes perfisCostuma considerar perfil do condutor e idade do veículo

Contratação e aceitação

No seguro, o preço e a aceitação consideram fatores como perfil do motorista, idade e região. Na proteção veicular, a análise se concentra no veículo, por meio de vistoria. Isso abre as portas para quem foi recusado ou recebeu uma cotação fora do orçamento.

Participação e franquia

Quando o associado aciona a proteção, ele paga uma participação, que cumpre papel parecido com a franquia do seguro. O valor e as regras variam conforme o plano e a categoria do veículo.

Complementares, não concorrentes

Para o correspondente, vale guardar este ponto: proteção veicular e seguro atendem necessidades diferentes. Um não substitui o outro. Com os dois no portfólio, você oferece a solução mais adequada ao perfil de cada cliente.

O novo marco regulatório da proteção veicular

Por muitos anos, o setor operou sem uma regra específica. Isso mudou.

A Lei Complementar nº 213, de janeiro de 2025, trouxe a atividade para um ambiente supervisionado. Ao fim do prazo de cadastramento na Susep, em julho de 2025, 2.217 associações haviam concluído o processo, que é a etapa inicial da regularização e condição para o futuro reconhecimento como entidade regular. 

Em 2026, veio a regulamentação. As Resoluções CNSP nº 491 e nº 492, publicadas no Diário Oficial em 6 de maio de 2026, definiram as normas gerais da proteção patrimonial mutualista e das cooperativas de seguros, e já estão em vigor. Pelo novo modelo, os associados participam de associações que precisam contratar administradoras responsáveis pela gestão técnica, operacional, financeira e contábil dos grupos. 

As associações têm 24 meses a partir da publicação para se adequar ao novo marco, e devem enviar à Susep o contrato com uma administradora autorizada até 7 de maio de 2028. As administradoras passam a responder por estruturas de governança como diretor técnico, controles internos, atuário, contador e ouvidoria. 

Para o correspondente, a leitura é positiva: o mercado ganha regras, fiscalização e mais segurança para quem vende e para quem contrata. Como a regulamentação ainda está em fase de implementação, acompanhe as atualizações da Susep. 

Qual é o diferencial da proteção veicular?

Entender o diferencial da proteção veicular ajuda você a argumentar com segurança. Os principais pontos que pesam na decisão do cliente são:

  • Mensalidade que cabe no orçamento: o pagamento mensal facilita o planejamento de quem não consegue desembolsar um valor alto de uma vez.
  • Aceitação mais ampla: veículos mais antigos, carros de aplicativo, motos, vans e caminhões leves encontram espaço.
  • Sem análise de crédito: em associações que adotam esse modelo, a adesão não depende do histórico financeiro do cliente.
  • Assistência 24 horas: reboque, pane seca, chaveiro, borracheiro e outros serviços que fazem diferença no dia a dia.
  • Contratação digital: cotação, vistoria e contrato podem acontecer pelo celular, sem burocracia.


Reclame Aqui, proteção veicular e reputação: como escolher entre as empresas de proteção veicular?

O maior obstáculo na venda de proteção veicular costuma ser a desconfiança. Muitos clientes já ouviram histórias de associações que não cumpriram o combinado. Por isso, escolher com quem trabalhar é tão importante quanto saber vender.

Antes de indicar qualquer uma das empresas de proteção veicular, avalie:

  1. Cadastro na Susep: consulte a situação da associação no sistema da própria Susep.
  2. Reputação no Reclame Aqui: pesquisar a proteção veicular no Reclame Aqui mostra o índice de solução, o tempo de resposta e a forma como a empresa trata as reclamações.
  3. Transparência do regulamento: coberturas, participação, prazos e exclusões precisam estar claros no contrato.
  4. Rede de atendimento: oficinas referenciadas, assistência 24 horas e canais de acionamento que funcionam.
  5. Tempo de mercado e base de associados: histórico consistente é sinal de solidez.

Esse cuidado protege o cliente e protege o seu nome. Afinal, é a sua indicação que está em jogo.

Quem é o cliente da proteção veicular?

O perfil do cliente da proteção veicular é amplo, e boa parte dele já está na sua carteira. Os perfis que mais se destacam são:

  • Donos de veículos com mais de dez anos, que costumam ter dificuldade de aceitação no seguro.
  • Motoristas de aplicativo e taxistas, que dependem do carro para gerar renda e precisam de assistência rápida.
  • Entregadores e motociclistas, que usam a moto como ferramenta de trabalho.
  • Pequenos transportadores, com vans e caminhões leves.
  • Clientes que receberam cotação de seguro acima do orçamento ou tiveram a proposta recusada.
  • Clientes com restrição no nome, que buscam proteção sem depender de análise de crédito.

Pense na carteira que você já atende: servidores públicos, trabalhadores CLT, autônomos. Muitos têm um carro ou uma moto sem nenhuma proteção e podem precisar. Nos seus contatos de relacionamento, vale entender se esse é um produto de interesse para o cliente. A proteção veicular é um produto independente e opcional: a adesão é uma decisão do cliente e nunca condição para a contratação de crédito. 

A oportunidade de negócio para o correspondente bancário

A proteção veicular conversa com o modelo de trabalho do correspondente bancário: relacionamento, recorrência e atendimento consultivo.

Para quem já vende seguro

Você já tem argumentos, base e experiência com produtos de proteção. A proteção veicular completa o seu portfólio para os clientes que o seguro não alcança: o carro mais antigo, a cotação fora do orçamento, o perfil recusado. Em vez de perder esse cliente, você oferece uma alternativa. 

Para quem ainda não vende seguro

A proteção veicular é uma porta de entrada simples. O produto tem regras claras, adesão digital e não exige análise de crédito. Você amplia o ticket da carteira sem mudar sua rotina, usando a mesma base que já confia em você. 

Dicas para abordar o cliente

  • Comece pelo problema real: “Se o seu carro fosse roubado amanhã, como você resolveria?”
  • Explique a diferença para o seguro sem rodeios: clareza gera confiança.
  • Mostre a reputação da associação: cadastro na Susep e avaliações no Reclame Aqui são provas verificáveis.
  • Apresente a assistência 24 horas: para quem roda muito, esse costuma ser o argumento decisivo.
  • Seja consultivo: entenda o uso do veículo antes de indicar o plano.

Mobili: a nova parceira de proteção veicular da Bevi

Para que você venda proteção veicular com estrutura e segurança, a Bevi traz a Mobili para o seu portfólio.

A Mobili é uma associação de proteção veicular que atua desde 2017 e conta com mais de 21 mil associados ativos. É cadastrada na Susep, bicampeã do Prêmio Reclame Aqui pela escolha do público.

O que o seu cliente recebe

  • Coberturas para roubo, furto, colisão, perda total, incêndio após colisão, danos da natureza e danos a terceiros
  • Indenização de 100% da Tabela FIPE em caso de roubo ou furto, conforme regras do regulamento
  • Assistência 24 horas com reboque, pane seca, chaveiro, borracheiro, táxi, hospedagem emergencial e meio de transporte alternativo
  • Garantia de 2 anos no serviço de reparo feito em oficina referenciada
  • Mensalidade no cartão de crédito ou boleto, sem tempo mínimo de permanência

Planos para cada perfil

A Mobili trabalha com três planos principais:

BronzePrataOuro
Assistência 24h300 km400 km500 km
Carro reservaNão7 dias14 dias
Danos a terceirosR$ 30 milR$ 50 milR$ 100 mil
VidrosNãoSimSim

Além deles, há categorias específicas para motos, carros elétricos, veículos de aplicativo e comerciais, táxis, vans e caminhões leves, além das categorias Premium e Especial para veículos que exigem condições diferenciadas. 

Como funciona a adesão

O processo é 100% digital: cotação, preenchimento dos dados com CNH, comprovante de endereço e CRLV, vistoria por aplicativo, análise e contrato enviado por WhatsApp e e-mail. A vistoria leva, em média, de 15 a 20 minutos, e o time Mobili acompanha o cliente nessa etapa. Após a aprovação do veículo, a proteção começa a valer às 00h do próximo dia útil.

Proteção veicular: mais um motivo para o cliente voltar até você

A frota brasileira está envelhecendo, a maioria dos veículos roda sem nenhuma cobertura e o setor ganhou regras claras. O cenário favorece quem chega primeiro com um produto confiável.

Para o correspondente bancário, a proteção veicular é mais do que uma venda. É uma forma de cuidar do patrimônio do cliente, fortalecer o relacionamento e ampliar a sua receita com a base que você já construiu.

Ofereça ao seu cliente a proteção que o seguro nem sempre alcança.  Comece a vender proteção veicular com a Bevi!

Veja também
ConvêniosProdutos Bevi

Como prospectar convênio consignado: o passo a passo para desbravar esse mercado repleto de potencial

9 Min leitura
O Brasil tem 5.570 municípios, 26 estados, um Distrito Federal e ainda a folha federal do SIAPE. Juntos, formam um…
Produtos Bevi

O que é crédito imobiliário: guia completo para o correspondente bancário vender mais

8 Min leitura
Se você atua como correspondente bancário e ainda não sabe exatamente o que é crédito imobiliário, está perdendo negócio. Trata-se…
Produtos Bevi

Como funciona o empréstimo com garantia de veículo: regras e oportunidades para o Corban

13 Min leitura
Para o correspondente bancário que atua com crédito, entender como funciona o empréstimo com garantia de veículo deixou de ser…

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *